Erro
Uau! Tipifiquei o crime de ameaça como inserto no artigo 146 do Código Penal, embora já tenha minutado inúmeras denúncias e alegações finais envolvendo esse crime.
Mal acreditei quando me chamaram a atenção para esse erro grosseiro, pois repeti isso duas vezes na peça.
Como recentemente tive outros lapsos por pura desatenção que até então atribuíra ao cansaço, cheguei a pensar, dramática que sou, que estivesse talvez começando a desenvolver algum tipo de demência mental com perda da capacidade cognitiva. Ou talvez seja apenas falta de sono de qualidade.
A notícia do meu erro estragou não só o fim da minha tarde de sexta-feira como também a minha noite de sono. Tanto é que estou aqui agora escrevendo. São exatamente 4:36 da manhã.
Fiquei me martirizando por ter cometido aquele erro. E não foi só aquele! Contei errado a soma das penas dos crimes e pedi para encaminhar para uma promotoria criminal, quando o correto seria para promotoria especial criminal. Aí já era demais!
Eu me lembrei que estava muito cansada quando elaborei a minuta do despacho, já era de noite e eu insisti em fazê-la apenas para constar um processo a mais no dia em meu “relatório de produtividade".
Lição aprendida: revisar sempre e deixar peças que saem da minha rotina para quando eu estiver descansada.
É ruim saber que agora essa chefia, que não conhece o restante do meu trabalho, vai me olhar eternamente como alguém incompetente e em cujo trabalho não pode confiar.
Esse tipo de coisa tem um efeito tão negativo em mim que, em minhas ruminações, cheguei a pensar que esse deslize seria a confirmação de que eu não tinha a menor vocação para ser chefe um dia.
Porém preciso me perdoar primeiro. Se os outros não têm compaixão comigo, eu vou exercitá-la.
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| Em "Autocompaixão: Pare de se torturar e deixe a insegurança para trás", a professora, escritora e palestrante americana Kristin Neff - doutora em Desenvolvimento Humano pela Universidade de Berkeley, na Califórnia - fala sobre a autocompaixão e a necessidade de autoconhecimento como fonte geradora de empatia entre os seres humanos. Kristin mostra o caminho para nos libertarmos dos sentimentos de frustração, culpa e inadequação. |


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