Não é preguiça, é sobrevivência
Para o analista, em geral, não compensa trabalhar num local com muito volume de processos e/ou com muitos processos longos e complexos, com muitos atendimentos e outras tarefas adicionais. O motivo é simples: não somos recompensados por trabalhar mais, não recebemos incentivos financeiros nem de outra ordem.
Então, quanto mais tranquilo o trabalho, melhor. Já que não se ganha a mais por fazer mais nem se tem mais dias de folga, pelo menos, se tem mais qualidade de vida. Isso não é preguiça, é sobrevivência.
Outro fator relevante é o perfil da chefia.
Somos seres humanos e, mais cedo ou mais tarde, cometeremos erros. Como os nossos chefes lidam com os erros? Você sente medo de errar?
Se ficamos um tempo sem mandar uma manifestação, recebemos uma mensagem despretensiosa cuja intenção verdadeira é apenas verificar se estamos realmente com a bunda sentada na cadeira hipnotizados pelas nossas telas? Você se sente de alguma forma controlado de um jeito ruim?
A chefia tem outros interesses na vida além do trabalho? Despende tempo com a família e com filhos? Sabem que crianças ficam doentes, têm 60 ou mais dias de férias enquanto temos 30 dias, que elas têm tarefas de casa, eventos escolares? Tem noção de que nossa renda não é capaz de pagar uma empregada para quem delegar os afazeres domésticos, que normalmente as analistas mulheres precisam dar conta também?
Participam de cursos e seminários? Trazem atualizações à maneira de trabalhar? Você aprende com ele? Ou você apenas se sente demandado?
Você sente que ele lhe enxerga primeiramente como um ser humano ou sua principal preocupação é com a sua produtividade, se conseguiu zerar a caixa do dia.
Não se engane: analistas que não param num local é sintoma de que algo ali não está legal. O contrário também é verdade: analistas em boas lotações tendem a permanecer no local por mais tempo.

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